BOM DIA VAMOS FALAR UM POUCO DE SAÚDE? É IMPORTANTE E ESTÁ NA MODA... E A GENTE, COMO É QUE FICA? Minha mãe sempre dizia: vivendo e aprendendo e morrendo sem saber. Quando a gente senta e pensa, dá um nó tão grande na cabeça, que é a tal história; só sabemos que não sabemos nada! Passei muitos anos da minha vida acreditando naquela frase: “nós somos o que comemos”. Li tudo que me caiu nas mãos sobre nutrição e aí sim que eu fiquei “embananada” porque cheguei à conclusão que ninguém concorda com ninguém, ha teorias contraditórias sobre tudo. Para uns, (os naturalistas crudívoros) as comidas devem conservar as suas propriedades naturais e não devem ser cozidas. Para outros, os “macrobióticos” quase tudo deve ser cozido para não agredir o organismo e aí vai... E as teorias sobre emagrecimento? Ai você fica louco de carteirinha. Como cada um é um os resultados são diferentes para cada pessoa. Uns emagrecem comendo gorduras, apesar de todos os malefícios decorrentes dessa dieta maluca, outros se submetem a toneladas de saladas e verduras e também emagrecem. O problema é que terão que ficar uma vida inteira nesse regime, mas como acontece que não comemos só com o corpo, a refeição não é feita com aquela alegria que alimenta o corpo e a alma. Na minha santa ignorância fiz uma média pessoal sem grandes exageros, tentando uma reeducação alimentar, sem grandes restrições que a vida é curta e não sei até onde vale a pena tanto sacrifício. Agora saiu uma teoria que eu adorei. Chegaram à conclusão que os gordinhos discretos (eu me incluo nessa faixa) vivem mais do que os magrinhos e os obesos... Oba! A verdade é que nessa avalanche de informações e opiniões diferentes como é que a gente fica? Perdidos no espaço e no tempo. Vocês lembram num passado nem tão distante, quando a operação da apendicite estava na moda? Escreveu não leu você estava na mesa de operação. Depois veio a temporada da extração dos dentes. Desde uma dor de cabeça até outros problemas físicos de qualquer outra natureza, o diagnóstico era o mesmo: Vamos arrancar todos os dentes. Na minha família houve dois casos e depois da extração o problema continuou o mesmo, sendo que as causas eram outras. E as amígdalas? Se as inflamações se sucediam você já era candidato a tirar uma das grandes defesas do corpo e então cada resfriado trazia uma faringite brava, que era pior. E a retirada do útero? Começou a ficar tão freqüente que nos Estados Unidos fizeram uma campanha (os próprios médicos) contra a irresponsabilidade dessa indicação resolvida às vezes por meios menos invasivos. A bola da vez é a vesícula. Até quando? E os remédios? Você toma por uns tempos e depois, bomba, bomba! Vem a informação que aquele remédio é um perigo, causa grandes efeitos colaterais. Assim foi com a Novalgina, (agora liberada), Mercurocromo, Hipoglós, já em circulação outra vez e tantos outros. Por falar em remédios porque as bulas não vêm escritas em letras graúdas, com palavras simples para nós, pobres mortais, os pacientes? Põe paciência nisso. Outras informações técnicas ficariam para os médicos que entendem mesmo. Ai meu Deus! Que saudade do tempo que a gente sentava na mesa com aquela alegria, sem saber que aquele leitãozinho pururuca estava cheio de colesterol. Éramos felizes e não sabíamos... Este artigo é repetido a pedidos. Foi publicado no O Democrata em 25 de junho de 2005. Coisas da cidade: Até quando precisaremos esperar para a volta dos radares na rua São Paulo? Sem essa segurança os carros e principalmente os caminhões andam “queimando” as faixas centrais e na maior velocidade. Por favor, o povo está esperando (não sentados). DIRCE PUCCI dircepucci@yahoo.com.br blog: www.batendopapocomdirce.zip.net
Escrito por Dirce Pucci às 10h06
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