Bom dia...essa semana vamos comentar sobre um ícone mundialmente conhecido. Boa semana! O POBRE MENINO RICO Eu sempre penso: Será que os espíritas têm razão quando afirmam que as pessoas que passam para outra dimensão estão vendo de lá tudo que acontece após a sua partida? Se for assim posso imaginar quanta decepção ao ver pessoas que foram suas inimigas elogiando-o para abafar a sua consciência de remorsos e fingir que foi intimo do morto e que o seu relacionamento foi um mar de rosas. Depois desse mega espetáculo como foi o velório do Michael Jackson ficou essa dúvida no ar. Quanta hipocrisia, principalmente da família que só vampirou o astro vivendo à sua custa todos esses anos e tendo pouco contato com ele que apesar de ter uma personalidade bizarra teve motivo para ter feito tantos atos esquizofrênicos. Quando a gente pensa o que esse menino deve ter sofrido nas mãos de um pai cruel que só considerava esse filho como uma grande fonte de renda. Têm gente que atribui o sucesso desse gênio da música pop à severidade desse pai malvado que atirava o filho na parede quando ele errava um passo ou queria brincar nas horas de ensaio como qualquer criança normal. Ele não podia, precisava dançar e cantar 8 horas por dia sacrificando sua infância para satisfazer um pai truculento que percebendo cedo que o seu filho tinha um talento enorme se fixou na idéia que ele ficaria bilionário (como aconteceu) e carregaria a família nas costas pelo resto da vida. Eu discordo em numero e grau. Um talento fantástico como o dele brota, emana do fundo do seu ser. Ninguém ensina e ninguém segura. Agora ele deixou a metade da fortuna para sua mãe, a gente entende porque mãe é mãe mas eu pergunto: que mãe é essa que permite que o pai espanque o seu filho e continue casada com ele, no país dos divórcios? É muito compreensível tudo o que aconteceu com ele depois. Não quero dar uma de psicóloga porque não entendo da matéria mas no meu modo de ver ele não tendo infância quis segurar esse período da vida realizando na idade madura tudo que ele não conseguiu viver na infância. Construiu aquele palácio no meio de um imenso parque e batizou de Neverland (a terra do nunca de Peter Pan, o menino que nunca cresceu). Sem duvida era um resgate do que ele deixou de viver no tempo certo. E assim ele passou a vida, sua ânsia de juventude eterna não tinha limites, as operações plásticas foram tantas, que o seu nariz praticamente desapareceu e causou muitos problemas de respiração e nos últimos tempos ele já cogitava de fazer um preenchimento de silicone para cobrir a cartilagem que não era mais coberta por carne. Dava muita pena ver uma pessoa com a vitalidade dele, sempre coberto, com luvas, chapéu, se escondendo do mundo. Seu pai foi o grande artífice que desfazendo do filho, sempre com palavras de desprezo, fez com que o menino se desvaloriza-se cada vez mais chegando ao ponto de se esconder atrás dos irmãos nas primeiras apresentações do grupo infelizmente nem com a morte do filho conseguiu esconder o seu mau caráter fazendo propaganda do seu selo musical (aproveitando a ocasião) como ele mesmo declarou e assustando as pessoas com tanta insensibilidade numa hora tão triste e tão imprópria... Ficamos pensando que Michael nasceu no lugar errado e como teria sido sua vida se tivesse nascido numa família normal. Como desconhecemos os desígnios do destino só nos resta desejar onde ele estiver que tenha a felicidade que não conseguiu aqui na terra. DIRCE PUCCI dircepucci@yahoo.com.br
Escrito por Dirce Pucci às 12h02
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