BOM DIA... AQUI VAI O ARTIGO DA SEMANA. QUANTIDADE NÃO É QUALIDADE Todo mundo sabe que a população mundial está envelhecendo. Os conselhos sobre saúde estão mais acessíveis na mídia. Já sabemos que o alimento é importante pouca gordura, comida caseira, fugir dos industrializados, muitas frutas, saladas, mais peixe e carne branca, evitar a carne vermelha, os embutidos, não beber, não fumar, praticar exercícios moderadamente, enfim essa é a bíblia da saúde universal. Alem disso a medicina caminhando a passos largos começa a preservar a vida dos idosos que com a idade vão precisando de mais cuidados. Mas esses cuidados agora devem ser direcionados à qualidade de vida, não à mera quantidade. Penso que nenhum de nós quer ficar numa cadeira ou numa cama esperando a morte, participando desse fim inglório. Em contrapartida os jovens morrem mais por conta dos tiros, dos abusos em todos os sentidos, da droga, enfim, estão mais expostos a toda a sorte de perigos. E assim essa vai ser uma das modificações importantes do nosso futuro. Como tudo tem os dois lados, há os benefícios e os prejuízos dessa perspectiva. Com a diminuição dos jovens e crianças a alegria não será tão ruidosa. Vivi essa experiência quando passei uns dias numa aldeia espanhola. Imaginem que nesse lugar só tinha uma criança e na hora que ela ia para a escola que era num povoado vizinho, ao tomar o ônibus alem dos pais iam alguns moradores despedir da menina, tanto na ida como na volta e aí cobriam de beijos aquela criança feliz que virou filha única de uma aldeia... Como a tendência mundial é caminhar para um estado de consciência onde os pais praticarão a paternidade responsável, acredito que num futuro não tão distante as crianças que vão nascer serão acolhidas com amor e alegria num mundo onde elas terão chance de desabrochar seus talentos e capacidades sem aquele estigma de se transformar num excluído, numa responsabilidade que cai nos ombros despreparados de pais ausentes e de toda a sociedade. No mundo inteiro uma das marcas dos países desenvolvidos é uma família diminuta. Passou o tempo do “onde come um comem dois”. Não é bem assim, comem mesmo mas comem pouco e mal. Numa emergência podem comer até três ou quatro se tudo for dividido fraternalmente mas no dia a dia a questão não é bem assim. No Brasil as campanhas sobre natalidade responsável estão fazendo efeito, tanto assim que o numero de adolescentes que tem uma segunda gravidez caiu a metade em dez anos. Agora é importante que não haja a primeira gravidez porque essas meninas frequentemente têm que deixar de estudar e sofrem transformações físicas e psicológicas para as quais ainda não estão preparadas e ainda por cima na maioria das vezes são abandonadas pelo pai da criança. Aí acontece aquela velha história, quem vai assumir é a vovó cansada e doente que está precisando que cuidem dela porque a filha engravidou mas não morreu e não vai deixar de freqüentar as baladas... É assim que uma família empobrece. Todas as pessoas que têm olhos para ver estão percebendo a tremenda responsabilidade que é por um filho no mundo. Nós queremos agora que as crianças tenham o necessário para uma vida digna, própria de um ser humano. Não há necessidade de luxo mas sim de todas as oportunidades sagradas que qualquer pessoa merece, seja quem for. Casa, comida, assistência medica decente, sem horas de fila para uma consulta e meses de espera para conseguir o resultado de um exame. Queremos que os médicos e atendentes tratem os pacientes pobres com a mesma atenção que atendem os mais afortunados. Lembrem que quem está ali, seja pobre ou rico já pagou o imposto relativo à saúde, não está pedindo favor. Um país não se mede pela quantidade de habitantes e sim pela qualidade! DIRCE PUCCI dircepucci@yahoo.com.br blog: www.batendopapocomdirce.zip.net
Escrito por Dirce Pucci às 10h26
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