BOM DIA...VAMOS VER A BANDA PASSAR? PARA ELES EU TIRO O CHAPÉU! “Eu estava a toa na vida e o meu amor me chamou pra ver a banda passar falando coisas de amor”... Esta semana lendo o jornal da economia deparei com uma reportagem muito triste contando a situação das bandas de São Roque. Uma cidade sem música é uma cidade triste. A música do Chico Buarque fala bem da alegria que uma banda espalha pelo ar alegrando corações. Todo mundo sai na janela para ver a banda passar, até o velho fraco se esqueceu do cansaço, da idade e cantarolou junto com a banda que enche o ar de emoções. Eles sempre executam musicas animadas levantando o astral das pessoas que ainda apreciam a beleza simples de uma marcha bem tocada. Considero o musico de banda como um bem dotado que ama a música de verdade, na maior parte com mãos calejadas, chega em casa, toma um banho e vai fazer o que verdadeiramente gosta porque ali o que ele ganha não estimula ninguém a se sacrificar roubando horas do seu descanso. Alias, viver de música no Brasil é completamente impraticável, hoje em dia só se ganha com barulho ou canções sertanejas que na realidade seriam as caipiras que agora são encomendadas e fabricadas tendo deixado de lado, a inspiração espontânea e toda pureza da vida do sertão. Não que algumas delas não tenham melodias bonitas mas na maioria são quase repetições e ainda por cima com letras de duplo sentido. Haja vista a quantidade de duplas sertanejas que aparecem todos os meses cujos CDS abarrotam as lojas. Vemos que a escolha ficou muito pobre. Nada contra, mas não se gosta do que não se conhece e assim o brasileiro que possuía uma variedade de ritmos e melodias ficou restrito à axé, forro e o samba que é a nossa verdadeira identidade popular já é tocado em poucas ocasiões. Quando tiraram a matéria musical do currículo escolar foi junto o conhecimento da música que aumentava a sensibilidade das crianças fazendo com que aprendessem a apreciar o nosso folclore e uma melodia mais elaborada, apurando o seu gosto porque uma pessoa sem recursos não têm a mínima possibilidade de acesso a uma base de melodia e harmonia que são o fundamento de uma iniciação musical depois do ritmo que é quase espontâneo. A cultura de um povo fica empobrecida sem o acesso à arte musical. Uma das coisas que o meu filho trouxe de Viena foi a admiração daquele povo culto que ia à missa e cantava guiado pelas partituras. Todos liam as notas musicais. Não é a toa que lá nasceu Mozart que sendo de uma família pobre teve a vantagem de desenvolver o seu grande talento num meio favorável. Meus parabéns a esses verdadeiros músicos anônimos e estou torcendo para que o povo desta cidade ajude a reviver essas bandas que nos trazem tanta alegria! Outra entidade que nos traz ajuda nos piores momentos é o corpo de bombeiros. Fazem o pior serviço e para variar são muito mal pagos. Eu faço um paralelo entre os deputados e senadores e companhia bela como dizem os italianos e penso que essa gente toda que só nos rouba podia ser dispensada sumariamente pois enquanto os abnegados soldados do bem são importantíssimos para uma sociedade, os outros poderiam mudar de emprego que nos fariam um favor! Outro dia precisei de um resgate e fui atendida com o máximo profissionalismo e educação. Estou agradecendo de publico a esses valorosos soldados e mais, acho que essas pessoas são predestinadas para trabalhar num serviço tão difícil e necessário. Acredito que quando se inscrevem para participar dessa corporação já fica claro que são seres especiais. Minha gratidão. DIRCE PUCCI dircepucci@yahoo.com.br blog: www.batendopapocomdirce.zip.net
Escrito por Dirce Pucci às 10h25
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