VAMOS CUIDAR DOS NOSSOS OUVIDOS QUE FICAR SURDO ANTES DO TEMPO É PROGRAMA DE INDIO...BOA SEMANA!
SOM, RUIDO, BARULHO
Essas três palavras parecem significar a mesma coisa porem têm impactos completamente diferentes nos nossos ouvidos. O som é “redondo” agradável, suave, não alimenta o nosso estresse, pelo contrário, se for de uma música do nosso agrado, nos transporta para esferas superiores. O ruído por sua vez consta de sons corriqueiros que ouvimos sem prestar muita atenção, porque já se incorporaram ao nosso cotidiano. O barulho por sua vez é aquele que pode levar á loucura, aliás essa é uma forma de tortura que bandidos já estão usando para pessoas no cativeiro, chega a causar um desespero tão grande que força a falar coisas que nunca deveriam ser ditas. Os bate estacas, britadeiras etc são exemplos de torturas que ás vezes temos de agüentar. Não bastasse, agora o aumento das motos nas ruas, os carros de propaganda com aquele alto falante ensurdecedor, são torturas modernas das quais está muito difícil nos livrarmos. Uma equipe de audiólogos da Northeasttern University aplicou a um grupo de 90 pessoas um questionário para saber como elas se relacionavam com música alta. A conclusão foi que cerca de 10 por cento dos entrevistados tinham em relação à música, o mesmo comportamenrto que os alcoólatras têm com o álcool, ou seja, vicia...Apesar de os adolescentes preferirem os sons bem mais altos, o efeito dessa agressão nos ouvidos e no psíquico é bem prejudicial.
Podemos perceber isso quando ficamos horas num baile. Ao sair, continuamos escutando um zumbido por algum tempo, mesmo no mais completo silêncio. Os jovens já estão tão acostumados com essa “dopagem” que têm alguns que não conseguem estudar sem encher os seus ouvidos com aquele barulho infernal...Ha tempos li num jornal de S. Roque, um artigo muito interessante de Juliana Cozer Dias (fonoaudióloga da APAE) onde ela explica o que nós como cidadãos podemos fazer para minimizar esse mal que cresce a cada dia que passa, como: aceleração do carro parado no semáforo, evitando o uso desnecessário da buzina, não exagerar no volume de som em automóveis ou charretes, como acontece muito aqui na cidade (ninguém é obrigado a ouvir e a gostar daquela música), usar a voz em tom moderado em recintos fechados (questão de educação), regulagem freqüente dos motores de veículos, de máquinas e equipamentos etc. Eu particularmente me sinto muito prejudicada por não poder ir a jantares onde gostaria de estar, para não ter que sair de lá com dor de cabeça de tanto gritar para ser ouvida...Até quando continuaremos com essa insensibilidade?
DIRCE PUCCI
dircepucci@ig.com.br
Escrito por Dirce Pucci às 09h19
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